domingo, 30 de novembro de 2014

Em tudo isto o melhor é ver e sentir pipocar mágoas lentas em meu choro ora tranquilo e sábio que reconhece o dever de largá-las ao que foram de fato e jamais ao que farão de mim.


Reiniciando na mais longa noite.

Cada uma destas palavras foi escrita com coragem, determinação, paciência com o preconceito e contra todos os avisos de “exposição pessoal”.
Não as dedico pois juntei as letras de tantas e as vi, na maior parte do tempo, ignoradas. Assisti em meu camarote solitário a fatos, comportamentos, incluindo-se costas voltadas, em todo o cantar da ópera. Esta parte passou e passaram-se!
Fácil não foi dizê-las e quando as leio não as acredito, não vejo eco e não desejo mais tanto que signifiquem.
Que fale por mim o berro antigo de alerta a algo breve para muitos e à vista de todos. 
E falo, só, como uma desconhecida. Vozes conhecidas se erguem e o “desconhecido fato" agora tem mais vezes ao vivo e a cores.
Escrevo ou tentei escrever para aqueles que veem o corpo transtornado e transformado em dores físicas, no desamor, na inércia.
Na incompreensão.
Escrevo para que aquela dor ajude outros a se dar mais atenção.
Sou repeteco.
Gente assim como eu sabe um pouco de tudo. 
Sabe das perspectivas possíveis e do lixo.
Sabe amanhecer e entardecer entre meia vida e encarar a compreensão de o interminável escurecer e do recomeçar.
Mal sabe explicar os amanheceres, pois não é simples, e, muito menos, como chegam sem data e hora e trazem tantas lutas inesperadas. Sabem tanto que já não sabem a vida e as belezas.
E simples assim amanhecem para impor a inevitável e inconsistente senda da superação dos novos dias.
Simples assim.
Todo o alvorecer é entregue às dúvidas e nada facilitará a vida existente na escuridão das noites cheias de realidade. Assim é para todos e temos apenas a vontade forte e persistente para o olhar adiante em qualquer situação.
Assim é assim será, assim se vive cada senda.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Aos anjos dos dias e noites. Moa, um anjo especial.

Ouvi lamentos constantes.
Vinham de muitos corações inconstantes.
Traziam a dúvida insistente da palavra cura, da pergunta quando?
Ao fundo deste pesadelo ouvem-se as vozes dos anjos que cuidam, acalmam, falam para resgatar a paz e iluminar corações. São os anjos dos dias e noites a ensinar caminhos.
Os lamentos ecoam de muitas estórias próprias de ausência. Ausência de investimento em si mesmos, de desconhecimento, de incompreensão, de fraquezas impensáveis, de tantos fatos e de tanta realidade. 
Ouvi sobre posturas estáticas e vi que sempre é mais fácil não mudar o que se pensa ser incurável.
O que há em todos estes caminhos e desânimos e na permanência em condições únicas e próprias? Somos diferentes e somos idênticos na estagnação.
Eu, de palavras amargas, já começo a enxergar que as outras estórias não são minhas e devo é deixar de olhar para os lados e ignorar rótulos. Eu quero me voltar para a força pessoal, a determinação, a disciplina na busca do equilíbrio possível. 
Palavras perfeitas?
São do canto dos anjos que ouvimos para que retomemos o poder sobre a própria vida, a autonomia das decisões e boas reações ainda que vagando entre dúvidas, palavras de cura e novos caminhos.
Enquanto a convivência pacífica não se estabelecer entre aceitar, sobreviver e viver de forma palpável nos restará ser um pote de males que não precisam existir e que a mente não suportará nas amarras impeditivas da busca, das vitórias, dos passos trôpegos e certos. Encontramos muitos apoios equivocados, muletas que apenas tiram nossas forças para correr. Fazemos errado porque já não sabemos fazer certo.
Os nossos desejos tão impedidos de lutar, de arrancar cabelos, de morrer de cansaço são desejos legítimos e desesperançados. Mesmo sem perspectiva devemos nos recolher para nos ouvir em nossos cantinhos escurecidos e nossas cavernas pessoais para enfrentar as tristezas e tudo o mais que é fundamental para os movimentos de vida. É dever, desejo e não apenas direito. São momentos do viver e momentos diferenciados por cada um. Somos, é incontestável, seres diversos e quando não mais apoiados em falsos suportes encontraremos com muita vontade a saída para a luz e para recomeçar. 
Sei que nos negamos por dias e anos porque dormir é mais simples. Mas, deixou de ser a saída. Falsas escolhas ficam podres. O tempo a ser reconhecido é o de retomar a empatia com a sobrevivência e o equilíbrio. Já não é questão de relógios e obrigações impostas. Não é necessária a pressa dos ponteiros. Não acompanhamos relógios. Acompanhamos o dia após dia do possível. Temos tempo diferenciado e é a ele que todo o esforço deve ser entregue. Necessário é fazer um novo tempo.Renascer em caminhos de paz, encontrados nestas buscas cegas e no coração alerta.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dúvidas.


Vazio


29 anos... Uma vida... 27 anos... a idade do meu filho
23.01.2009 a idade de um divórcio, o vazio de tantos anos enfim carimbado sem sentido lógico.
O que virá? Mudanças? Óbvio! Quais? Não as visualizo.
Há um oco que toma conta do corpo inteiro, que deixa apenas as mãos se moverem na esperança de explicar e registrar este vazio, este negro de um luto tanto tempo desejado. Como somos incoerentes em sentir para ao final carregar todas as dúvidas que já estavam esquecidas.  Abro meus olhos e dele ainda saem lágrimas há muito tempo esquecidas, lágrimas que um dia chamei de quentes são hoje frias, conscientes de que caem num vazio. Num vazio que acumulará dores durante anos sem final.


Ser feliz.



O conhecimento de cada pedacinho do coração é o caminho para ser mais feliz, apesar do medo. 
Sem conhecer seu coração, não há o que fazer, pois é a ele que se tem de ouvir.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Retrato dos dias


Todos vivemos os dias.
Estão marcados de forma obrigatória pelo tempo que acreditamos ser o companheiro das obrigações, do agir correto, do passar dos anos. Assim foi determinado e parece ser tão minúsculo pensamento diante do fato de que dias são pérolas. Aquelas, que encontradas ao acaso transformam nossas vidas cronometradas.
Assim amanheço e escrevo meus dias e assim farei um retrato do quanto eles podem ser pérolas ou pedras cortantes. São meus escritos de s, dias e situações. Meus dias, minha vida, momentos.
Meus dias, um após o outro, sem tempo, apenas retrato de sentimentos.
Dias férteis aceitáveis e inaceitáveis.
Dias, apenas, dias.
E...
Quando não soube usar palavras,
Deixei o coração falar.
Quando não soube compreender,
Deixei o coração explicar.
Quando não soube viver,
Pedi ao meu coração que me ajudasse a continuar e ele me deu VIDA
Quando nada fez sentido,
Perguntei ao coração e ele mostrou que ao meu lado havia PESSOAS,
FAMÍLIA, AMIGOS DE SEMPRE E PARA SEMPRE.